Aécio Neves recua, muda de ideia e vai disputar o Senado por Minas Gerais

A entrada do deputado federal na disputa altera a dinâmica para as duas vagas mineiras no Senado

Aécio Neves recua, muda de ideia e vai disputar o Senado por Minas Gerais
Aécio Neves volta atrás da decisão anterior e confirma sua candidatura a senador por MG (Foto: Divulgação)

Pressionado por aliados e diante das articulações para a disputa eleitoral no estado, o ex-governador Aécio Neves (PSDB) voltou atrás da decisão anterior e confirmou que concorrerá a uma vaga no Senado por Minas Gerais.

O anúncio oficial ocorreu nesta sexta-feira, 28 de agosto, em Belo Horizonte.

"Há alguns dias, anunciei para todo o Brasil que não seria candidato nestas eleições", declarou Aécio em publicação nas redes sociais pouco antes de conceder entrevista coletiva na capital mineira.

Ele justificou o recuo afirmando que atendeu a apelos de "centenas de companheiras e companheiros de todas as partes de Minas".

Como o prazo formal de registro já terminou, o PSDB utilizará uma brecha na legislação eleitoral que permite a substituição de candidaturas em caso de renúncia na chapa para oficializar o nome do tucano.

Cenário eleitoral acirrado

A entrada do deputado federal na disputa altera a dinâmica para as duas vagas mineiras no Senado.

O quadro atual mostra um cenário embolado entre os principais concorrentes:

  • Marília Campos:  PT - 24%
  • Carlos Viana - PSD - 13%
  • Domingos Sávio: PL - 13%
  • Marcelo Aro: PP - 12%.

Obs: Dados do levantamento Real Time Big Data divulgados na quinta-feira (27/8), considerando a soma dos dois votos. A pesquisa não testou o nome de Aécio Neves.

Trajetória política

Aécio Neves, 66 anos, é neto do ex-presidente Tancredo Neves e ingressou na vida pública como secretário do avô, elegendo-se deputado federal pela primeira vez em 1986.

Presidiu a Câmara dos Deputados (2001-2002) e governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos (2003-2010), antes de ser eleito para o Senado.

Em 2014, disputou a Presidência da República no segundo turno contra Dilma Rousseff (PT), obtendo 48,36% dos votos válidos.

Nos anos seguintes, enfrentou denúncias no âmbito das delações da JBS, cujos processos resultaram em absolvições ou arquivamentos.

Retornou à Câmara dos Deputados em 2018 e garantiu novo mandato na Casa em 2022.