Morre Gracindo Júnior, gigante do teatro e da TV brasileira, aos 83 anos

Veterano da dramaturgia faleceu na última terça-feira (1º) no Rio de Janeiro; amigo e parceiro de cena Leonardo Brício foi quem comunicou a perda

Morre Gracindo Júnior, gigante do teatro e da TV brasileira, aos 83 anos
Gracindo Júnior faleceu na terça-feira, 1, aos 83 anos (Foto: Divulgação)

O ator e diretor Gracindo Júnior, um dos nomes mais emblemáticos das artes cênicas do Brasil, morreu na noite da última terça-feira, 1 de setembro, aos 83 anos, em sua residência no Rio de Janeiro.

A confirmação da morte veio a público por meio do ator Leonardo Brício, parceiro de trabalho e amigo íntimo da família.

Em depoimento prestado à imprensa, Brício relatou que acompanhou de perto os últimos momentos do colega.

O funeral e o velório ocorrerão no Memorial do Carmo, no bairro do Caju, zona portuária carioca.

A família ainda não divulgou os horários da cerimônia.

Nas redes sociais, Leonardo Brício emocionou os fãs ao publicar registros ao lado de Gracindo e de sua esposa, Daisy Poli, acompanhados de uma despedida afetuosa:

"Amigo, só posso te dizer que você foi e será sempre muito amado. Um dia unimos nossa amizade quando fui ser seu filho em Cidadão Brasileiro, daí em diante construímos uma irmandade. [...] Veio daí Rei Davi e você foi meu rei Saul. Guardo no melhor de mim os momentos de uma vida inteira."

O legado na televisão e o laço de sangue

A morte de Gracindo Júnior ocorre quase na mesma data do falecimento de seu pai, o icônico Paulo Gracindo (1911–1995), que nos deixou em 4 de setembro de 1995.

Pai e filho dividiram o set em diversos clássicos da teledramaturgia, como O Bem-Amado (1973), Os Ossos do Barão (1973) e Araponga (1990).

Além do talento em cena, Gracindo construiu uma trajetória sólida nos bastidores e na atuação em diversas vertentes da mídia:

Direção e pioneirismo: Na década de 1980, dirigiu o humorístico Os Trapalhões e comandou a criação de alguns dos primeiros videoclipes exibidos pelo Fantástico.

Grandes produções: Teve passagens marcantes pelas extintas redes Excelsior, Tupi e Manchete — onde viveu Dom Pedro I na minissérie Marquesa de Santos (1984) e atuou em Dona Beija (1986).

Trabalhos marcantes na Globo e Record: Na TV Globo, integrou sucessos como Celebridade (2003) e Como Uma Onda (2004). Na Record, esteve no elenco de Luz do Sol (2007), Poder Paralelo (2009) e na minissérie Rei Davi (2012).

Despedida dos folhetins: Sua última novela foi Ouro Verde (2017), produção portuguesa exibida no Brasil pela Band em 2019.