Homenagem: Marly e seus 'Salsichinhas'

Marly Xavier Lisboa, de 84 anos, faleceu na segunda-feira, 31 de agosto, na cidade de Americana-SP

Homenagem: Marly e seus 'Salsichinhas'
Na foto, Marly X. Lisboa aparece com alguns de seus cães; o artigo
Homenagem: Marly e seus 'Salsichinhas'

Nesta segunda-feira, 31 de agosto, quando li sobre o falecimento de Marly Xavier Lisboa, aos 84 anos, na cidade de Americana-SP, onde reside sua filha Adriana, foi como se tivesse passado um filme na minha cabeça.

Vizinha de longos anos na rua Padre João José, no centro de Guaxupé-MG, eu ainda era criança e adorava ver o carinho que a Marly tinha para com os seus cães da raça Teckel ou Dachshund, popularmente conhecidos como “salsichinhas”.

Lembro-me de alguns deles: a Salsa, a Meg e o Toddy.

Todas as vezes que eu e minha mãe passávamos na porta de sua casa, lá estavam eles na varanda, latindo e pedindo carinho.

Por ser uma raça muito dócil e carinhosa, o Teckel adora a companhia humana, principalmente de seu tutor (a).

Mas, também, não poderia ser diferente, pois Marly, apesar de ter ficado viúva precocemente, tomou mais gosto pelos pets devido à profissão de seu marido, que era veterinário.

E, mesmo após a sua morte, não deixou de cuidar dos pets com todo o carinho que sempre teve.

Além dos “salsichinhas”, Marly também chegou a adotar vários cães SRD, os quais tratava com a mesma dedicação e amor.

Às vezes, quando a via, lá estava ela passeando com dois ou três dos cães, sempre alegre e perguntando pelos meus pets.

Aliás, nossa conversa era somente sobre bichos, ou seja, se estavam bem de saúde, se já estavam idosos, …

Marly era uma pessoa extremamente simpática e educada; onde quer que me visse, me cumprimentava toda alegre e, lógico, não esquecia de perguntar dos dogs.

Falando em dogs, uma outra vizinha, que já faleceu há alguns anos e também morava na mesma rua, era a querida Noêmia Stempniewski.

Noêmia, assim como a Marli, também adorava cães e, sempre que adotava um, o chamava de “Dog”.

Era Doguinho pra lá, Doguinho pra cá, ….

Um Dog morria e o próximo cão a ser adotado, todos da rua já sabiam o nome: “Será Dog também”, dizia ela.

E, assim, eu vivi a minha infância, próxima de pessoas que gostavam de bichos, assim como eu, e que eram a simpatia em pessoa.

A rua Padre João José nunca mais será a mesma para mim: sem a Marli e seus salsichas e a Noêmia e seus Dogs, é como se tudo tivesse acabado, só restando as boas lembranças de criança.

Aline Zampar Silva