Brasil se despede de duas damas da teledramaturgia em um mesmo dia: Laura Cardoso e Glória Menezes
A partida dupla encerra simbolicamente a Era Ouro da teledramaturgia no país, deixando um legado inestimável que atravessa gerações
A cultura nacional perdeu, nesta terça-feira, 18 de agosto, dois dos maiores pilares da história da televisão e do teatro brasileiro.
Aos 98 anos, Laura Cardoso faleceu de causas naturais em sua residência em São Paulo.
Horas depois, no Rio de Janeiro, veio a confirmação da morte de Glória Menezes, aos 91 anos.
A partida dupla encerra simbolicamente a Era Ouro da teledramaturgia no país, deixando um legado inestimável que atravessa gerações.
Laura Cardoso: a força visceral dos palcos e das telas
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso, a paulistana começou a carreira aos 15 anos no rádio e viveu de perto o nascimento da televisão brasileira.
Com uma trajetória de mais de sete décadas, esteve no elenco de mais de 60 novelas.
Pioneirismo: Estreou na TV Tupi em 1952 e integrou produções históricas do Grande Teatro Tupi.
Papéis marcantes: Ficou eternizada em produções como Mulheres de Areia (Isaura), A Viagem (Guiomar), Chocolate com Pimenta (Carmem) e Caminho das Índias (Laksmi).
Consagração: Dona de uma atuação intensa e expressiva, acumulou dezenas de prêmios e tornou-se sinônimo de excelência na interpretação.
Glória Menezes: a elegância que encantou o país
Nascida Nilcedes Soares de Magalhães em Pelotas (RS), Glória Menezes estreou na TV no início dos anos 1960 e protagonizou a primeira novela diária do país, 2-5499 Ocupado (1963), ao lado daquele que seria seu parceiro de vida e arte por quase seis décadas, Tarcísio Meira (1935–2021).
Versatilidade: Transitou com facilidade entre o drama e a comédia, com personagens memoráveis como a refinada Laurinha Figueroa em Rainha da Sucata e a marcante Roberta Leone em Guerra dos Sexos.
Pares inesquecíveis: Junto com Tarcísio Meira, formou o casal mais icônico da televisão brasileira, contracenando em clássicos como Irmãos Coragem, Cavalo de Aço e Torre de Babel.
Presença cênica: Reconhecida pela elegância e voz marcante, marcou presença também no cinema e nos palcos teatrais.
A coincidência da partida das duas veteranas no mesmo dia provocou uma onda de homenagens de colegas de profissão, emissoras de TV e fãs de todas as idades.
Ambas deixam um acervo artístico que ajudou a moldar a identidade da dramaturgia no Brasil.










