Morre Dolly Parton, o maior ícone feminino da música country, aos 80 anos
A saúde da artista vinha demonstrando fragilidade desde março de 2025, após o falecimento de seu marido, Carl Thomas Dean
A indústria da música se despede de uma de suas figuras mais lendárias.
A cantora, compositora e atriz americana Dolly Parton morreu nesta terça-feira, 25 de agosto, aos 80 anos.
A notícia foi confirmada por seu sobrinho e chefe de segurança, Bryan Seaver, em uma declaração em vídeo nas redes sociais.
"A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, com certeza, ao lado de Carl, seus pais e incontáveis outros", declarou Seaver.
Ele também ressaltou o legado transformador da artista:
"Dolly abriu as portas para gerações de cantores, compositores e sonhadores. Ela nunca viu uma porta que não pudesse abrir."
A saúde da artista vinha demonstrando fragilidade desde março de 2025, após o falecimento de seu marido, Carl Thomas Dean.
Em maio deste ano, a cantora precisou cancelar uma residência de shows.
Em sua última entrevista à revista People, publicada recentemente, Dolly revelou que havia negligenciado os próprios cuidados de saúde enquanto se dedicava a cuidar do companheiro, mas reafirmou até o fim seu desejo de continuar trabalhando.
Do berço humilde ao topo do mundo
Nascida em 1946 em Sevier County, Tennessee, Dolly era a quarta de 12 filhos de uma família extremamente humilde.
A casa de apenas um cômodo não tinha eletricidade ou água encanada — o parto da futura estrela foi pago ao médico com um saco de farinha de milho.
Foi em casa, ouvindo os hinos e canções folclóricas ensinados pela mãe, que ela desenvolveu sua paixão pela música.
Aprendeu a tocar violão e banjo ainda criança, estreando no rádio e lançando o primeiro compacto em 1959.
O grande divisor de águas veio em 1967, quando integrou o programa de TV do cantor Porter Wagoner.
Ao deixar a atração em 1974 para seguir carreira solo, Dolly compôs a icônica "I Will Always Love You" como despedida.
A música dominou as paradas country e, em 1992, tornou-se um dos maiores fenômenos mundiais da história na voz de Whitney Houston.
Um legado de sucessos, negócios e generosidade
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Dolly escreveu cerca de 3 mil músicas.
Seus sucessos atravessaram gerações e gêneros musicais.
Clássicos autorais: Composição de sucessos como "Coat of Many Colors" (sobre a infância simples) e "9 to 5" (crítica ao machismo corporativo e tema do filme de 1980 em que atuou com Jane Fonda e Lily Tomlin).
Parcerias marcantes: O dueto "Islands in the Stream" com Kenny Rogers e o aclamado projeto "Trio", ao lado de Emmylou Harris e Linda Ronstadt.
Diversidade de intérpretes: Músicas gravadas por artistas diversos, de Tina Turner a The White Stripes.
Fora dos palcos, Parton construiu um império de entretenimento no Tennessee, incluindo o parque temático Dollywood.
Com 10 prêmios Grammy e presença garantida nos Halls da Fama do Country e do Rock & Roll, a artista também marcou o mundo por sua filantropia.
Sua fundação, Imagination Library, criada em 1995, já distribuiu mais de 200 milhões de livros gratuitamente para crianças, consolidando Dolly Parton como uma voz acolhedora, universal e inesquecível na cultura pop mundial.










