Juiz de Mococa é encontrado morto e carbonizado dentro de carro em chamas

Gustavo de Castro Campos atuava na comarca de Mococa; Polícia Civil investiga as causas e não descarta nenhuma hipótese sobre o ocorrido

Juiz  de Mococa é encontrado morto e carbonizado dentro de carro em chamas
Juiz Gustavo de Castro Campos, do TJ/SP, foi encontrado morto dentro de carro incendiado no interior de SP (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Um caso estarrecedor mobiliza as autoridades do interior paulista.

O juiz de Direito Gustavo de Castro Campos, integrante do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi encontrado morto dentro de um veículo em chamas na última quarta-feira, 7, na zona rural do município de São João da Boa Vista-SP.

O corpo do magistrado estava carbonizado.

O automóvel foi localizado em uma área pertencente a uma fazenda da região.

Trabalhadores rurais que operavam maquinário pesado no local avistaram o incêndio e usaram terra para conter o fogo.

Durante a vistoria no interior do veículo, foi encontrada a carteira de habilitação do juiz.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados para isolar o local.

A Polícia Civil abriu inquérito e informou que, neste momento inicial, nenhuma hipótese sobre a causa do incêndio ou da morte está descartada.

Perfil e carreira

Gustavo de Castro Campos exercia atualmente a função de juiz na comarca de Mococa-SP.

Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, possuía duas pós-graduações.

Sua trajetória jurídica contou com uma década de atuação na advocacia antes de ingressar no serviço público.

Em 2014, atuou brevemente como delegado da Polícia Civil no Espírito Santo e, no mesmo ano, assumiu o cargo de juiz substituto no Judiciário capixaba.

Há 12 anos fazia parte dos quadros do TJ-SP, com passagens pelas comarcas de Tambaú, Leme e Mococa.

Histórico recente no Judiciário

Em 2022, o nome do magistrado ganhou repercussão jurídica após ser alvo de uma representação por suposta ofensa à honra de um advogado, movida em decorrência de um atrito verbal durante uma audiência.

Na ocasião, após questionamentos do magistrado sobre a técnica aplicada pela defesa, o advogado rebateu de forma crítica e chegou a sugerir publicamente que o juiz se aposentasse.

O caso foi analisado pelo Órgão Especial do TJ-SP, que arquivou a denúncia por unanimidade.

A decisão concluiu que a reação do magistrado ocorreu diante de uma provocação ostensiva do defensor, ponderando que episódios de forte tensão podem levar à perda de paciência em plenário sem configurarem infração disciplinar.

(Com informações de migalhas.com)