De cão de rua a chefe de pista: a inspiradora história de Jorge no Posto Violeta em Guaxupé

Ex-companheiro de um morador de rua, Jorge encontrou no posto o seu novo lar durante a reforma do local

De cão de rua a chefe de pista: a inspiradora história de Jorge no Posto Violeta em Guaxupé
Segundo a gerência, além de ótimos "colaboradores", a dupla mudou completamente o clima de trabalho no local (Fotos: Posto Violeta)
De cão de rua a chefe de pista: a inspiradora história de Jorge no Posto Violeta em Guaxupé
De cão de rua a chefe de pista: a inspiradora história de Jorge no Posto Violeta em Guaxupé
De cão de rua a chefe de pista: a inspiradora história de Jorge no Posto Violeta em Guaxupé

O Posto Violeta, em Guaxupé-MG, conta com um supervisor de pista bastante ilustre: o cãozinho Jorge.

Adotado pela equipe do estabelecimento, o animal ganhou crachá personalizado, moradia e alimentação gratuita, conquistando não apenas o coração dos funcionários, mas de toda a cidade e da internet.

A história começou durante as reformas do posto, no ano passado.

Na época, o cãozinho acompanhava um morador em situação de rua — de quem herdou o nome.

Com o tempo, o tutor não retornou mais ao local, mas Jorge decidiu ficar.

Ele fez amizade com os vigias da obra e, quando o posto abriu as portas, a adoção coletiva se consolidou.

"A gente começou a comprar ração, uns petiscos para agradar, e ele foi ficando", relembra a gerente do posto, Fernanda Nardin Morais Silva.

Além dos cuidados da equipe — que inclui banho, comida e muito carinho —, os clientes também se apaixonaram pelo animal.

Jorge ganhou uma casinha do projeto solidário Habitacão, teve a castração custeada por uma frequentadora e até ganha petiscos do açougue vizinho.

O sucesso é tanto que pessoas de fora abastecem no posto só para tirar fotos com o "chefe de pista".

A família cresceu: a chegada de Chico

Recentemente, a equipe abriu as portas para mais um integrante.

Trata-se de Chico, um cão que apareceu no local bastante debilitado e magro.

Sensibilizados, os funcionários acolheram o animal, que recebeu tratamento veterinário voluntário, incluindo cirurgia e castração.

Ainda em fase de adaptação (ou em "período de experiência", como brinca a equipe), Chico em breve também receberá seu próprio crachá — desta vez, no cargo de frentista.

Para a gerente Fernanda, a presença dos cães transformou o ambiente de trabalho e o dia a dia dos clientes: "Quando a gente faz as coisas de coração, o universo devolve".

(Com EPTV)