Com Bandeira Amarela mantida em julho, conta de luz acumula alta de 8,79% em 12 meses

No recorte dos últimos 12 meses, o custo da energia residencial acumula alta de 8,79%, registrando quase o dobro do IPCA geral do mesmo período (4,64%)

Com Bandeira Amarela mantida em julho, conta de luz acumula alta de 8,79% em 12 meses
Foto: Divulgação

A conta de energia elétrica dos brasileiros encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma alta acumulada de 3,58%, superando o índice oficial de inflação do período (3,36%).

Para além das altas tarifárias regionais, a população continua pagando uma taxa extra: a bandeira tarifária amarela foi renovada para o mês de julho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), adicionando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos pelo terceiro mês seguido.

Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mensurado pelo IBGE, a energia elétrica subiu 1,53% isoladamente no mês de junho, consolidando-se como o item de maior peso individual sobre a inflação do mês.

Reajustes regionais impulsionam a alta

A combinação do custo adicional da bandeira com revisões tarifárias autorizadas pela Aneel em distribuidoras locais explicam a pressão nos preços:

  • Curitiba: Reajuste de 19,55% em vigor desde 24 de junho.
  • Porto Alegre: Elevação de 14,89% a partir de 19 de junho.
  • Rio de Janeiro: Avanço de 5,61% em junho devido à reincidência de um reajuste de 15,10%. A capital fluminense lidera a alta acumulada no ano, somando 16,98%.
  • Campo Grande: Acumulado do semestre atingiu 6,03%.
  • Belo Horizonte: Registrou subida de 5,21% no fim de maio, acumulando 5,81% no semestre.

No recorte dos últimos 12 meses, o custo da energia residencial acumula alta de 8,79%, registrando quase o dobro do IPCA geral do mesmo período (4,64%).

Seca e acionamento de térmicas mantêm cobrança extra

A manutenção da bandeira amarela em julho engloba todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

De acordo com a Aneel, o custo extra decorre da consolidação do período seco no país, cenário que reduz o volume das represas hidrelétricas e exige maior uso de usinas termelétricas — matriz de geração consideravelmente mais cara.