Unifenas suspende aluno de Medicina investigado por importunação sexual em hospital de Alfenas

Em nota, o hospital informou que afastou o aluno de todas as atividades assim que tomou conhecimento do caso

Unifenas suspende aluno de Medicina investigado por importunação sexual em hospital de Alfenas
Unifenas suspendeu estudante de medicina após suspeita de importunação sexual (Fotos: Unifenas/Redes Sociais)

A Universidade Prof. Edson Antônio Velano (Unifenas) determinou a suspensão cautelar e por tempo indeterminado do estudante de Medicina Alexandre Fonseca Toledo Figueiredo, de 39 anos.

Ele é investigado por importunação sexual contra uma paciente de 21 anos durante um plantão no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas-MG.

Alexandre chegou a ser preso em flagrante no início da semana, mas foi solto no fim da tarde de segunda-feira, 3, após a Justiça conceder liberdade provisória.

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) também abriu apuração para investigar o caso.

O que diz a denúncia

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, acionada por volta de 1h da madrugada, a jovem relatou que havia sido atendida inicialmente por um médico e uma enfermeira.

Pouco depois, o estudante entrou sozinho no quarto de atendimento.

De acordo com o relato da vítima, o acadêmico de medicina:

  • Solicitou que ela exibisse novamente as partes íntimas;
  • Realizou contato físico na região genital sem autorização e sem o uso de luvas de procedimento;
  • Tirou fotografias sem o consentimento da paciente;
  • Fez perguntas de cunho pessoal que causaram constrangimento.

Medidas disciplinares e administrativas

A suspensão do aluno foi formalizada pela Portaria nº 312, assinada pelo pró-reitor acadêmico Danniel Ferreira Coelho, com base em um relatório elaborado pela médica Anna Luiza Campolina Gomes, responsável pelo atendimento na ocasião.

A Unifenas instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as circunstâncias.

A instituição ressaltou que a conduta do aluno tem potencial de tipificação criminal e, se confirmada, viola gravemente as normas éticas e disciplinares do curso.

Posição do Hospital Universitário Alzira Velano

Em nota, o hospital informou que afastou o aluno de todas as atividades assim que tomou conhecimento do caso.

A direção reforçou que a conduta denunciada não integra os protocolos da unidade e enfatizou que estudantes de Medicina não têm permissão para realizar atendimentos desacompanhados de um médico supervisor.

O que diz a defesa do estudante

Procurada pela reportagem, a defesa de Alexandre Figueiredo sustentou que o aluno agiu sem intenção maliciosa.

Segundo o advogado Jorci Caetano, o acadêmico teria agido por desconhecimento das normas e procedimentos formais, alegando que ele não sabia que exames físicos exigiam obrigatoriamente a presença e a supervisão de um médico responsável.