Republicanos retira pré-candidatura de Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas Gerais
O partido Republicanos anunciou oficialmente, na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, que o senador Cleitinho Azevedo não disputará o governo de Minas Gerais.
Apesar de figurar na liderança das pesquisas de intenção de voto, a sigla avaliou que o parlamentar demonstrou falta de interesse na disputa e comprometeu as articulações e acordos com partidos aliados.
Em nota oficial, a executiva estadual e nacional do Republicanos afirmou que o partido "esteve pronto", mas a decisão final nunca veio do próprio senador.
"Uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo", destaca o comunicado.
O estopim e o "timing" perdido
A crise se aprofundou após a ausência de Cleitinho na convenção estadual do partido, realizada no último sábado, 25.
Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, foi direto e declarou que o senador "perdeu o timing" do processo eleitoral.
A indecisão vinha se arrastando há meses e travando o cenário político mineiro:
O fator PL: O Partido Liberal (PL) vivia o dilema entre lançar um nome próprio ou apoiar Cleitinho para garantir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país para Flávio Bolsonaro.
A reação do PSD: O governador Mateus Simões (PSD) acompanhava de perto os movimentos, já que o senador despontava como um de seus adversários mais competitivos na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Bastidores e novas articulações
Com o vácuo deixado pela ausência de definição, novas negociações ganharam força nos bastidores.
O ex-secretário de Governo de Minas, Marcelo Aro (PP), reuniu-se esta semana com a cúpula do Republicanos para discutir um plano alternativo.
Segundo informações prestadas pela liderança partidária, o martelo sobre os próximos passos da sigla em Minas Gerais deve ser batido ainda nesta quarta-feira, 29.
Procurados para comentar o anúncio do partido, o senador Cleitinho e seus irmãos — o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) e o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos) — não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
Veja a nota na íntegra
O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda.
Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador.
Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu.
Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis.
Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer.
O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.
Republicanos de Minas Gerais
Executiva Estadual
Republicanos
Executiva Nacional.










