Mais de 30 aves em cativeiro são apreendidas pela polícia no Sul de Minas

Na residência havia 48 pássaros de diversas espécies, sendo que 34 estavam em situação irregular

Mais de 30 aves em cativeiro são apreendidas pela polícia no Sul de Minas
Fotos: PMMG/Divulgação
Mais de 30 aves em cativeiro são apreendidas pela polícia no Sul de Minas
Mais de 30 aves em cativeiro são apreendidas pela polícia no Sul de Minas

A Polícia Militar do Meio Ambiente, em operação conjunta com os militares do 3º Pelotão da PM de Alpinópolis-MG, realizou a apreensão de 34 aves em situação irregular, bem como responsabilizou o proprietário, que assinou o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

A Polícia Militar do Meio Ambiente recebeu denúncia de que, no bairro São Benedito, em Alpinópolis, poderia haver um comércio ilegal de aves, bem como um cativeiro irregular.

A PM Ambiental deslocou-se até o local e constatou diversas irregularidades.

Na residência havia 48 pássaros de diversas espécies, sendo que 34 estavam em situação irregular.

Entre essas aves, havia duas que não possuíam nenhuma autorização; as demais possuíam anilha de identificação, porém a numeração não constava na relação do documento apresentado; outras estavam em endereço diverso do especificado na documentação.

O proprietário foi cientificado de seus direitos legais, sendo preso e assinando o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de cativeiro irregular.

Após a assinatura, o proprietário foi liberado.

O envolvido é bastante conhecido nos meios policiais e suspeito de vários crimes, como envolvimento com entorpecentes, posse ilegal de arma de fogo e posse de veículo adulterado.

O proprietário, a princípio, foi enquadrado na tipificação penal de manter pássaros silvestres em cativeiro sem autorização, conduta que configura crime ambiental (Art. 29 da Lei nº 9.605/98).

A pena pode ser aumentada se a espécie for rara ou ameaçada de extinção.

A multa administrativa varia de R$ 500 a R$ 5.000 por ave.

Caso sejam verificados outros crimes, como falsificação de anilhas, a infração passa a ser de competência federal, pois as anilhas são consideradas selo público.

Nesse caso, a pena prevista é de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

Segundo o 3º Sargento Danielson, da Polícia Ambiental, as multas neste caso podem ultrapassar o valor de R$ 150 mil.

Essas multas, se não pagas, podem virar dívida ativa do Estado.

Ainda conforme o militar, dentre as aves apreendidas, algumas são comercializadas no valor de até R$ 25 mil.

As consequências de ter uma dívida ativa incluem restrições de crédito, bloqueio de bens e valores em conta, dificuldades para obter crédito e financiamentos, impedimento em concursos públicos e licitações, bloqueio da restituição do Imposto de Renda e dificuldades para emitir passaportes.

Foi necessário o apoio dos militares do 3º Pelotão PM de Alpinópolis para a condução das aves até o 2º Pelotão PM, na cidade de Carmo do Rio Claro/MG.

Posteriormente, os animais serão levados à cidade de Divinópolis-MG para local próprio.

As aves que não possuem anilhas serão liberadas no habitat natural.

(Com Web TV Alternativa)