Em setembro, um movimento de jazz inédito em Guaxupé
A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo de Guaxupé lançou o edital Programa Nacional Aldir Blanc - PNAB 2025.
Entre vários projetos aprovados, foram contempladas quatro apresentações de jazz com trios e quartetos de São Paulo, Campinas, Poços e um músico local.
É o Jazz na Lorice.
A cada sábado de setembro, um espetáculo bem diferente vai acontecer na casa da produtora cultural Sheila Saad.
O local, atrás da igreja do Rosário, desde novembro passado já recebeu grupos conceituados de jazz e, durante anos, foi referência aos grandes carnavais na cidade, por meio da escola Bicancas e do Vira-latas do Samba.
Sheila coordenou o centro cultural Casa da Vó Maria, de 2009 a 2012.
Jazz na Lorice leva esse nome em homenagem à matriarca que morava na casa, Lorice Cury Saad.
O apoio da prefeitura e de três empresas da cidade tornaram a entrada popular: R$ 20,00 + 1 kg de alimento não perecível, que serão distribuídos entre quatro instituições filantrópicas do município.
Bebidas e comestíveis serão vendidos à parte.
Com limite de 60 pessoas em cada apresentação, os ingressos estão disponíveis no Sympla, como jazznalorice, que também é o endereço da rede social Instagram. Confira!
O produtor musical guaxupeano, Adriel Job, parceiro nesse projeto, selecionou músicos bem ecléticos e renomados para cada apresentação.
Um dos grupos vai valorizar choros e bossas.
A abertura, em 06.09, é com o quarteto liderado por Cainã Mendonça.
O solo de Ivan Vilela no dia 13 é com viola caipira e instrumental no estilo rural.
O trio do trompetista Islan Santos, músico da banda de Chitãozinho & Xororó, se apresenta em 20.09.
No encerramento, 27, dois shows.
Um trio formado por Adriel e dois músicos de Poços de Caldas, incluindo o maestro Otávio Quartier, antecede o quarteto do saxofonista de jazz Thomaz Souza.
Casé e Ratinho
O guaxupeano José Ferreira Godinho Filho, popularizado como Casé, é considerado um dos músicos de jazz mais inovadores do Brasil e um dos melhores mundiais nesse gênero.
Saxofonista e clarinetista, teve livro biográfico assinado pelo jornalista Fernando Barros, que debateu o tema e autografou a publicação na Flig 2024.
Em uma dissertação de mestrado na Unicamp, Maria Beraldo Bastos abordou os 46 anos vida do artista (1932 a 1978) e a morte trágica.
A pesquisa, com entrevistas e partituras, destaca músicas dos discos História do Jazz em São Paulo (1956) e o álbum autoral Samba Irresistível (1961).
Numa recente edição da revista da @laranjaoriginal, o escritor guaxupeano Daniel Knight escreveu um Tributo a Casé.
O jazznalorice vai homenagear Casé e Ratinho, músico que tocou com o saxofonista, foi professor na Casa da Cultura de Guaxupé e promoveu um evento específico no Clube Guaxupé sobre a genialidade do nosso jazzista. (Sílvio Reis)
Serviços:
Local: Rua Sertório Leão, 08 (atrás da Igreja do Rosário)
Dias: 06, 13, 20 e 27 de setembro.
Horário: a partir das 20h.
Ingresso: R$ 20,00, no Sympla, + 1 kg de alimento não perecível.












