Justiça concede liberdade provisória a estudante de Medicina após prisão por suspeita de importunação sexual em Alfenas
A notícia da soltura provocou intensa repercussão nas redes sociais e indignação entre moradores de Alfenas, que cobram rigor na apuração das responsabilidades
O caso envolvendo o estudante de Medicina Alexandre Figueiredo, de 39 anos, ganhou um novo desdobramento na tarde desta segunda-feira, 3 de agosto.
Após ter a prisão em flagrante ratificada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pelo crime de importunação sexual, a Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado.
Com a decisão, ele deixou o Presídio de Alfenas-MG e responderá ao inquérito em liberdade.
Relembre o Caso
Alexandre havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar (PMMG) após uma denúncia feita por uma paciente do Hospital Universitário Alzira Velano (HUAV), em Alfenas. Segundo relatos da vítima à polícia:
Atendimento isolado: O estudante teria entrado sozinho no quarto da paciente;
Exposição e contato: Pediu que a vítima exibisse novamente suas partes íntimas e realizou contato físico na região genital sem o uso de luvas de procedimento;
Registro não autorizado: Tirou fotografias sem o consentimento da paciente;
Constrangimento: Fez perguntas de cunho pessoal que causaram forte desconforto.
Enquadramento Legal e Repercussão
A Polícia Civil confirmou a ratificação da prisão pelo crime de importunação sexual (Artigo 215-A do Código Penal).
No entanto, a concessão da liberdade provisória permite que o investigado aguarde a conclusão das investigações fora da unidade prisional.
A notícia da soltura provocou intensa repercussão nas redes sociais e indignação entre moradores de Alfenas, que cobram rigor na apuração das responsabilidades.
O caso segue em investigação, e caberá ao Judiciário analisar o processo com base nos laudos e provas reunidos no inquérito.
Posicionamento das Instituições
Unifenas: Informou que já adotou os procedimentos administrativos necessários para realizar o desligamento definitivo do estudante de seus quadros.
Hospital Universitário Alzira Velano (HUAV): Ressaltou que a conduta do investigado violou as normas internas da instituição, reiterando que estudantes de medicina são expressamente proibidos de atender pacientes desacompanhados de um médico supervisor.










