Pai mata homem a facadas após suspeita de importunação sexual contra a filha de 13 anos
Crime ocorreu em um condomínio, e a vítima morreu no local; suspeito alegou ter reagido após denúncia envolvendo a filha menor de idade
Um homem de 36 anos foi morto a facadas em um condomínio de Varginha-MG na noite de sábado, 27 de junho.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito do crime, de 40 anos, foi preso em flagrante.
De acordo com a corporação, ele teria cometido o homicídio após tomar conhecimento de que sua filha, de 13 anos, teria sido vítima de importunação sexual supostamente praticada pela vítima.
Ainda conforme a PM, quando a equipe chegou ao local, a vítima, identificada como Rafael Aureliano Balbino, já estava sem vida.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também foi acionado e constatou o óbito no local.
Conforme a perícia da Polícia Civil, Rafael apresentava duas perfurações causadas por faca, sendo uma no pescoço e outra no peito.
Após os trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames de necropsia.
Assim que foram informados sobre o crime, militares iniciaram rastreamento e localizaram o suspeito em uma oficina mecânica.
Após receber atendimento médico de praxe, ele foi conduzido à Delegacia de Plantão.
Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia oficial realizou a coleta de vestígios no local, que irão subsidiar as investigações.
O homem de 40 anos foi ouvido pela 3ª Central Estadual do Plantão Digital e teve a prisão em flagrante ratificada pela autoridade policial.
O que diz a defesa
O advogado Paulo Rossini, responsável pela defesa do investigado, informou que a prisão em flagrante havia sido ratificada, mas que, após parecer favorável do Ministério Público, foi possível obter a possibilidade de o homem responder ao processo em liberdade.
A expectativa é que ele seja liberado até hoje, segunda-feira, 29, a depender de procedimentos internos do presídio.
Segundo o advogado, a defesa pretende, em conjunto com a Polícia Civil e o Ministério Público, aprofundar a análise das provas para esclarecer as circunstâncias do caso.
Rossini sustenta a tese de legítima defesa e destaca o estado emocional do investigado no momento do crime.
Por fim, o advogado afirmou que a família está abalada, já que a vítima seria amiga de longa data do investigado, e que os envolvidos devem buscar apoio psicológico para enfrentar a situação.
(Com EPTV)












