DJs com música dançante, pocket show e tributo ao Coreto na Casa da Lorice, dia 13, em Guaxupé

10 Dez, 2025 - 11:00
16 Dez, 2025 - 11:41
DJs com música dançante, pocket show e tributo ao Coreto na Casa da Lorice, dia 13, em Guaxupé
DJs Humbeatz e Chicuts (Fotos: Divulgação)
DJs com música dançante, pocket show e tributo ao Coreto na Casa da Lorice, dia 13, em Guaxupé
DJs com música dançante, pocket show e tributo ao Coreto na Casa da Lorice, dia 13, em Guaxupé

Na Casa da Lorice, onde mora a produtora cultural Sheila Saad, vai rolar A Festa no próximo sábado, 13.12.

Em vez de jazz, que prevaleceu nas apresentações anteriores, valores artísticos e históricos de Guaxupé serão o destaque.

Um pocket show vai reunir três cantores e compositores guaxupeanos tiveram atuação cultural acentuada entre 1977 a 81, período em que foi publicado o jornal Coreto.

Para reforçar o clima festivo, uma dupla de DJs vai tocar músicas dançantes dessa época.

Sheila Saad assina a concepção do projeto, faz contato com os artistas participantes e o público da Festa.

Também cria estratégias de divulgação.

Ana Lúcia de Simone, parceira nesse projeto, responde pela organização interna e as finanças.

A Festa terá bebida e pratos especiais à parte.

O amendoim torrado já se tornou um aperitivo de cortesia para os convidados.

Pocket show com trio

A Festa começa às 19h com DJs.

O pocket show, previsto para as 21h, e com uma hora de duração.

A abertura será do jornalista Luiz Antônio Prósperi, seguida da apresentação solo dos três artistas guaxupeanos: Romeu Lepiani, Marcos Saad e Miguezinho Gabriel apresentarão até cinco músicas de composição própria.

Mesmo havendo parceria musicais entre eles, não está programado duetos.

Um ponto em comum entre os três artistas são as influências musicais.

The Beatles é a referência internacional dos três.

Marcos acrescenta jazz e blues, chorinho e a mais pura música brasileira.

Em primeiro lugar, ele elege “Clube da Esquina, é claro!”

Miguezinho fez uma reverência musical.

“Com tudo do precursor de tudo, Tom Jobim, junto com a genialidade de João Gilberto, do Caetano, do Chico, do Gil. Meu coração no fundo é do Bituca (Milton Nascimento).”

Lepiani segue a mesma fonte inspiradora, o que muda é a sequência: Beatles, Milton Nascimento, João Gilberto e Tom Jobim.

Nos tempos do vinil, Miguezinho e Lepiane gravaram um compacto duplo (quatro músicas), em 1978.

Posteriormente, álbuns sem título e com nome do artista, Miguezinho lançou um LP em 1981 e um outro em 1990; O segundo compacto foi 1984.

Ele sempre preferiu estúdio a apresentações ao vivo.

Ouça Plenitude no YouTube.

Depois que o vinil indicava extinção, Marcos Saad lançou em 2017 o cd com músicas autorais: Rapa do Tacho, disponível no Spotify.

Lepiani é o único do trio que continua na música, com 16 álbuns gravados, clipes no YouTube e dvd.

Dos cinco álbuns no Spotify, o mais recente trabalho, Fiapo D´Água, é de 2025.

“As minhas letras abordam temas muito variados, abrangendo aspectos sociais e meu amor pela minha mulher Valéria.”

Na integração cultural proporcionada pelo Coreto, Lepiani musicou poemas do escritor guaxupeano Sebastião Rezende.

Compôs letras e música para Guaxupé e Minas Gerais.

Noites de Lá é em parceria com Miguezinho: “Ah! minha cidade, vida em minha voz, Ah! minha cidade, por que foi se esquecer de nós.”

Dueto de DJs pra dançar

Após o pocket show, DJ Humbeatz e Chicuts começa uma seleção dançante de música vinil dançante do final do anos 1970 e início dos 80.

Repertório MPB clássico, com Tim Maia no começo da carreira (que teve o guaxupeano Casé como músico), Sandra de Sá, soul de Cassiano, Tony Tornado, Hilton, Itamar Assunção e outras vozes desse período.

Humberto Alvares (Humbeatz) tem mais de 40 anos de vivência com vinil.

DJ, produtor cultural e um dos coordenadores do Cultivo Hip Hop em Guaxupé.

Coleciona vinil desde a adolescência, quando seu pai trabalhava numa loja de discos em São Paulo.

Sempre foi do black, com passagem pela música eletrônica e outros estilos.

Um DJ de raiz, com quase 15 mil discos.

Já o DJ Chicuts coleciona vinil desde 1979.

É o segundo ano que está discotando.

Estuda música, compartilha, investe em equipamentos.

O dueto com o DJ Humberto tem sido um aprendizado.

Há oito meses, os dois realizam mensalmente discotagem em um pesqueiro de São Pedro da União.

É o Bailin na Roça - 100% vinil.

Para a Festa temática na Cassa da Lorice, a programação do dueto registra principalmente os anos 70 e 80, com música de Ronaldo Resedá, Marcos Valle, Dona Summer, a vanguarda paulista de Itamar Assunção e vai “subindo pro final”.

Eles vão mixar, manipular vinil e criar um clima nostálgico das capas de disco, que eram pura arte.

O dueto ainda utiliza o recurso Timecode Vinyl, software que passa um código para um vinil ainda sem gravações.

Dessa forma, num toca-disco tradicional é possível ouvir versões musicais que nem foram gravadas em vinil, algumas exclusivas e muitas raridades.

Uma matéria anterior, no Jornal da Região, foi voltada especialmente para o jornal Coreto.

Publicada em 05.12: Resistente à ditadura, jornal Coreto ganha exposição, pocket show guaxupeano e DJs.

A Festa é somente para convidados.

Entre em contato no instagram casadalorice.

(Silvio Reis)