MTE investiga acidente com ônibus de trabalhadores rurais que deixou duas mulheres mortas entre Poços de Caldas e Águas da Prata
O motorista afirmou que perdeu os freios antes de o veículo tombar em uma curva
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) abriu uma investigação para apurar as causas e as responsabilidades pelo tombamento de um ônibus que transportava trabalhadores rurais na Rodovia Deputado Januário Mantelli Neto (SP-215), no trecho entre Águas da Prata (SP) e Poços de Caldas (MG).
A tragédia deixou duas pessoas mortas e 24 feridas.
As vítimas fatais foram identificadas como Maria Eduarda Corrêa Ferreira, de 19 anos (moradora de Itobi/SP), e Josefa Alexandre da Silva, de 59 anos (moradora de Santa Cruz das Palmeiras/SP).
Ambas foram sepultadas nesta quarta-feira, 22 de julho.
Suspeita de irregularidades no transporte e contratação
Durante visita aos sobreviventes internados na Santa Casa de Poços de Caldas, o superintendente regional do MTE, Carlos Alberto Calazans, ouviu relatos preocupantes.
Trabalhadores afirmaram que não sabiam para qual propriedade rural estavam sendo levados nem o local exato onde fariam a colheita de cebolas.
De acordo com o MTE, o transporte e a contratação do grupo foram intermediados por um "turmeiro", que ainda não teve a identidade confirmada.
O acidente e o socorro
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o veículo transportava 45 trabalhadores rurais vindos das cidades paulistas de Casa Branca, Santa Cruz das Palmeiras e Itobi.
O motorista alegou que o ônibus perdeu os freios antes de tombar em uma curva.
Estado de saúde: Dos 24 feridos, 8 estão em estado grave. Os acidentados foram socorridos para hospitais de Águas da Prata, São João da Boa Vista e Poços de Caldas.
Retorno dos demais passageiros: Os 16 trabalhadores que saíram ilesos voltaram para suas casas em um veículo fornecido pelo Sindicato Rural de Vargem Grande do Sul.
Próximos passos da apuração
A previsão é que o laudo do MTE seja concluído em 30 dias.
O órgão vai analisar:
- A regularidade do contrato de trabalho do grupo;
- As condições de conservação e segurança do ônibus;
- A identificação do proprietário da fazenda de destino;
- A situação de trabalhadores oriundos de outros estados, como o Ceará.
O Ministério do Trabalho reforçou que, caso sejam confirmadas irregularidades trabalhistas ou no transporte dos passageiros, os responsáveis serão punidos rigorosamente na forma da lei.
(Com Onda Poços)












