Idosa de Muzambinho pode morrer à espera de cirurgia que o Estado se recusa a pagar
Mesmo após vitória na Justiça, Governo de Minas ignora decisão judicial e mantém paciente internada há um ano em hospital de Poços de Caldas
A história de Clarice de Paula Fernandes, de 73 anos, moradora de Muzambinho, no Sul de Minas, escancara o descaso do Governo de Minas com a saúde pública.
Há cerca de um ano, Dona Clarice está internada no Hospital Santa Lúcia, em Poços de Caldas-MG, aguardando uma cirurgia de alto custo que o Estado se recusa a pagar, mesmo após decisão favorável da Justiça.
A idosa foi diagnosticada com aneurisma abdominal, uma doença grave caracterizada pela dilatação anormal de uma artéria na região do abdômen, geralmente a aorta, principal vaso sanguíneo do corpo.
O risco é constante e silencioso: caso ocorra o rompimento, as chances de sobrevivência são mínimas sem cirurgia imediata.
O procedimento necessário pode ultrapassar R$ 1 milhão, valor que levou o Governo de Minas Gerais a negar o custeio.
Diante da recusa, a família buscou a Justiça e ganhou a ação, garantindo o direito à cirurgia.
Ainda assim, o Estado não cumpriu a decisão judicial.
O resultado dessa negligência é cruel.
Dona Clarice segue presa a um leito hospitalar, longe de casa e da família, vivendo sob sofrimento físico e emocional.
Segundo familiares, o desgaste é profundo após meses de espera, medo e incerteza.
Por negligência do governador Romeu Zema, uma idosa de 73 anos corre sério risco de morrer dentro de um hospital.
O governo foi obrigado pela Justiça a custear o procedimento, mas ignorou a ordem, tratando uma vida humana como um problema administrativo.
(Com Diário Independente)











