Dois dos quatro jovens mortos em SC foram sepultados nesta terça-feira em Guaranésia

Guilherme Macedo, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado, de 19, receberam homenagens de amigos e familiares durante despedida em Guaranésia; crime segue sob investigação da Polícia Civil catarinense

6 Jan, 2026 - 15:54
Dois dos quatro jovens mortos em SC foram sepultados nesta terça-feira em Guaranésia
Sul-mineiros mortos em SC: corpos dos últimos dois jovens são sepultados em Guaranésia (Fotos: EPTV/Reprodução)
Dois dos quatro jovens mortos em SC foram sepultados nesta terça-feira em Guaranésia

Dezenas de pessoas se reuniram para dar o último adeus aos jovens Pedro Henrique Prado, de 19 anos, e Guilherme Macedo de Almeida, de 20, na manhã desta terça-feira, 6, em Guaranésia-MG/.

Eles e outros dois amigos, Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, ambos de 28 anos, foram encontrados mortos após sete dias desaparecidos em Santa Catarina.

Os corpos de Guilherme e Pedro chegaram às 6h30 ao Velório Municipal.

Eles foram velados juntos, em caixões lacrados, identificados com fotografias levadas pelas famílias.

Às 10h, um cortejo formado por familiares, amigos e moradores seguiu até o cemitério da cidade, onde aconteceram os sepultamentos. 

Geraldo de Almeida ainda se recorda das últimas palavras do filho, Guilherme, antes de ir embora para a capital catarinense.

“Ele falou: 'pai, eu te amo, fica com Deus. Vou trabalhar, ganhar dinheiro para cuidar de você e da mãe quando estiverem velhos.' (...) Agora eu não posso nem ver o rosto dele; o caixão está lacrado," lamenta o pai.

A estudante Ana Carolina Prado dos Santos, irmã de Pedro, relata que os últimos dias têm sido muito difíceis para a família.

"Minha mãe acorda chorando e dorme chorando. Para mim, é um sentimento muito ruim, porque o Pedro fazia de tudo para me ver feliz e para as minhas irmãs também; fazia de tudo por nós".

Durante a cerimônia, familiares voltaram a pedir justiça.

Laís Macedo de Almeida, irmã de Guilherme, diz que não acredita na justiça dos homens, mas confia na justiça divina.

“Eu afirmo e reafirmo: a justiça brasileira é falha. Acredito que vai ser mais um caso arquivado. (...) A única coisa que eu espero é a justiça de Deus, porque da justiça brasileira não espero muita coisa, infelizmente”.

Além de Guilherme e Pedro, também foram sepultados na segunda-feira, 5, em Guaxupé-MG, os corpos de Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos de 28 anos. 

O que a Polícia Civil diz sobre as investigações

O delegado responsável pelo caso, Pedro Mendes, informou que nenhuma hipótese está descartada até o momento.

Entre as possibilidades analisadas estão conflitos entre grupos criminosos, discussões anteriores aos fatos ou crimes de natureza patrimonial.

A polícia catarinense também mantém troca de informações com as forças de segurança de Minas Gerais para aprofundar a investigação.

“(...) A gente trabalha com todas as hipóteses. O que se apurou é que alguns deles têm passagens pela polícia no estado de origem, Minas Gerais. Estamos trocando informações com a Polícia Mineira para entender quais são essas passagens, quais os tipos de crime, para ver se eles têm informações de um eventual envolvimento com facção criminosa, e aí teremos uma linha investigativa mais concreta”, explica o delegado.

Jovens foram encontrados mortos após sete dias desaparecidos em SC

Os corpos dos quatro jovens foram encontrados no último sábado, 3, em Biguaçu, região metropolitana de Florianópolis.

A Polícia Militar de Santa Catarina informou que recebeu uma denúncia sobre corpos abandonados às margens de uma estrada, no bairro Fundos.

Uma equipe foi até o local e acionou a Polícia Civil e a Polícia Científica, que realizaram os procedimentos legais e o recolhimento dos corpos.

Inicialmente, o reconhecimento foi feito por familiares com base em tatuagens.

No domingo, 4, a Polícia Científica confirmou oficialmente as identidades.

Os jovens estavam desaparecidos desde o dia 28 de dezembro, quando foram vistos pela última vez saindo do condomínio onde moravam, em São José, também na Grande Florianópolis.

Câmeras de segurança registraram o grupo caminhando pela rua por volta das 3h15 daquele dia.

Familiares relataram que, após o desaparecimento, tentaram contato por mensagens, ligações e chamadas de vídeo, sem sucesso, o que motivou o registro do boletim de ocorrência e o início das investigações.

A Polícia Civil segue apurando o caso.

(Com EPTV)