Delegado fala sobre morte de suspeito ligado à chacina de guaxupeanos e guaranesianos em SC
Nesta sexta-feira, 16, o delegado Anselmo Cruz falou sobre a morte de um criminoso de 30 anos durante uma ação da Polícia Civil em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Segundo o delegado, a operação representou uma resposta rápida da Polícia Civil de Santa Catarina à sociedade e às famílias dos quatro jovens guaxupeanos e guaranesianos assassinados na Grande Florianópolis.
De acordo com a Polícia Civil, o homem era investigado por liderar sequestros, torturas e homicídios ligados à facção criminosa PGC.
Ele foi localizado na manhã do dia 16, em uma residência no bairro São Paulo, em Navegantes, durante uma ação da Delegacia de Roubos e Antissequestro, com apoio da Delegacia de Investigação Criminal de Itajaí.
Ainda conforme o delegado, no momento do cumprimento dos mandados de prisão, o suspeito reagiu à abordagem utilizando um revólver.
Diante da ameaça, os policiais efetuaram disparos.
O homem foi atingido e morreu no local.
O investigado, conhecido no meio criminoso como “Tio Sam”, era apontado como integrante da facção no Morro da Boa Vista, em São José.
Ele era natural do município e possuía dois mandados de prisão em aberto.
As investigações indicam que ele teve participação direta em diversos casos de sequestro e homicídio registrados nos últimos meses na região da Grande Florianópolis.
A Polícia Civil confirmou que o suspeito estava à frente do sequestro, tortura e execução dos quatro jovens mineiros mortos recentemente em Santa Catarina.
As vítimas, identificadas como Bruno, Daniel, Guilherme e Pedro, desapareceram após chegarem à região e foram assassinadas depois de terem sido supostamente confundidas com integrantes de uma facção rival.
O caso teve grande repercussão e expôs a escalada da violência ligada à disputa entre grupos criminosos.
Segundo a corporação, o homem possuía uma longa ficha criminal, com condenações anteriores por homicídio e tráfico de drogas, e havia cumprido quase dez anos de prisão.
Após deixar o sistema prisional, conforme a investigação, voltou a ocupar posição de destaque dentro da facção, comandando sequestros, sessões de tortura e execuções.
A morte do suspeito ocorreu em meio a uma sequência de operações das forças de segurança desencadeadas após a chacina que abalou a Grande Florianópolis, além de ações relacionadas ao resgate de jovens sequestrados e à apuração sobre possíveis cemitérios clandestinos utilizados pela facção para ocultar corpos.
Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica dos crimes.
O caso permanece sob responsabilidade da DEIC.
(Com Jornal Razão-SC)











