Criança autista vítima de bullying é agredida por "colega" em escola no Sul de Minas

Mãe denuncia que o filho sofreu agressão dentro de escola municipal em Campestre; prefeitura diz que medidas foram adotadas e que colabora com a investigação

15 Out, 2025 - 11:13
15 Out, 2025 - 11:15
Criança autista vítima de bullying é agredida por "colega" em escola no Sul de Minas
Foto: Ilustrativa/Depositphotos

Um caso de violência envolvendo uma criança autista de 8 anos está sendo investigado em Campestre, no Sul de Minas.

Segundo denúncia da família, o menino, aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ana Zenun Messias Vieira, teria sido violentado por um colega durante o horário escolar.

A mãe contou que percebeu algo errado quando o filho chegou em casa reclamando de dores e apresentando manchas na roupa íntima.

A criança foi levada para atendimento médico e, após exames, o Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas, confirmou a introdução de um objeto no corpo do menino.

De acordo com a mãe, o filho já era alvo de bullying do mesmo colega há algum tempo.

Ela afirma que chegou a comunicar a situação à direção da escola, mas nenhuma medida concreta teria sido tomada.

O caso reacende o debate sobre a segurança de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a responsabilidade das instituições de ensino na prevenção de situações de violência.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado, e a Polícia Civil informou que vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias da agressão e identificar possíveis responsabilidades.

Posicionamento da prefeitura

Em nota, o Município de Campestre, por meio da Secretaria Municipal de Educação, confirmou ter recebido a denúncia e disse que as providências cabíveis foram adotadas imediatamente, com encaminhamento do caso ao CREAS e aos órgãos competentes.

A prefeitura destacou que a escola está colaborando com as investigações e fornecendo relatórios e informações às autoridades.

No comunicado, o município afirmou ainda que “até o momento, não há indícios de que tenha ocorrido fato irregular no âmbito escolar” e reforçou que não pode divulgar detalhes para preservar as crianças envolvidas e o sigilo da apuração.

(Com Diário Independente)