Produtores cobram explicações após fechamento de armazém de café em Muzambinho

Produtores cobram explicações após fechamento de armazém de café em Muzambinho
Produtores cobram explicações após fechamento de armazém de café em Muzambinho
Produtores rurais de Muzambinho e cidades vizinhas estão preocupados com a falta de informações sobre o recebimento de valores de um armazém de café da cidade. Desde o início da semana, os produtores têm ido até a porta do armazém para saber sobre a comercialização do café deixado na empresa.
Os produtores dizem que alguns pagamentos já venceram e até agora não tiveram retorno sobre isso. Na segunda-feira, 31, eles foram recebidos pelo proprietário, que disse que o problema estava na emissão de notas fiscais e por isso os valores não tinham sido pagos.
A empresa, que também tem filiais em Botelhos e Cabo Verde, segue fechada. Na porta, um comunicado foi afixado informando que a empresa passa por um balanço.
Um dos produtores tem mais de 650 sacas no armazém e falou sobre a situação. "O pessoal que está aqui não sabe quando isso vai retornar, se as informações que eles estão dando são corretas ou se é boato apenas. Essa é a minha poupança. Na velhice a gente precisa estar preocupado com o que pode acontecer de imprevisto, um homem aposentado hoje não recebe o adequado para sustentar a família, então é a única poupança que a gente tem, o café, a gente vive do café, poupa em cima do café e neste momento não temos nenhuma certeza se esse café está em depósito, se existe a possibilidade de receber esse café", disse o cafeicultor José Francisco Prado.
Dois sindicatos da cidade se uniram para tentar ajudar os cafeicultores a resolverem o impasse, mas, por enquanto, eles ainda não receberam informações da empresa.
"Infelizmente a gente não tem as informações, o nosso jurídico está tentando entrar em contato com o jurídico da empresa, mas por enquanto estamos aguardando algum esclarecimento que a gente possa repassar aos cafeicultores. O Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares, juntamente com o Sindicato dos Produtores Rurais, estamos fazendo um levantamento do quantitativo de café que os produtores tinham no armazém e disponibilizamos o nosso jurídico para acompanhar também os nossos cafeicultores", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares, Cléber de Oliveira Marcon.
O presidente do sindicato disse ainda que os departamentos jurídicos dos dois sindicatos estão à disposição dos cafeicultores. Ele disse que eles vão tentar um meio amigável para resolver a situação. (G1)