Nova "lista suja" do trabalho escravo inclui quatro cidades do Sul de Minas
Casos ocorreram entre 2020 e 2025 e envolvem propriedades rurais em quatro cidades da região
O governo federal atualizou, na segunda‑feira, 6 de abril, a chamada “lista suja” do trabalho escravo, que reúne os nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão no Brasil.
Na atualização referente ao segundo semestre deste ano, o Sul de Minas teve a inclusão de quatro novos locais, em quatro cidades da região.
Ao todo, 73 trabalhadores foram resgatados de situações consideradas análogas à escravidão.
Os casos registrados no Sul de Minas incluídos na publicação do primeiro semestre de 2026 ocorreram nos seguintes municípios:
- Campestre: sítio onde cinco funcionários foram resgatados
- Machado: sítio com 18 trabalhadores resgatados
- Divisa Nova: fazenda onde 47 trabalhadores foram resgatados
- Conceição da Aparecida: sítio com três trabalhadores encontrados em situação irregular.
Na atualização anterior da lista, divulgada no segundo semestre de 2025, o Sul de Minas já aparecia com números expressivos: 350 trabalhadores resgatados em 23 cidades da região.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, os casos incluídos na nova atualização ocorreram entre os anos de 2020 e 2025, em 22 unidades da federação.
Minas Gerais lidera o ranking de estados com maior número de empregadores incluídos na lista, com 35 registros, seguido por São Paulo, com 20, e Bahia, com 17.
A “lista suja” é atualizada periodicamente e torna públicos os nomes de empregadores que, após conclusão de processos administrativos, foram responsabilizados por submeter trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas ou restrição de liberdade, práticas caracterizadas como trabalho análogo ao de escravo pela legislação brasileira.
(Com EPTV)












