Guaxupé, segunda-feira, 10 de maio de 2021

Jornal da Região: 28 anos de credibilidade e informação

O Jornal da Região nasceu no dia 28 de maio de 1992 e foi fundado por Paulina Zampar e Deuselindo Ramos. Durante 13 anos os dois trabalharam juntos, porém, em 2 de junho de 2004, Deuselindo faleceu aos 38 anos, deixando toda a cidade consternada e uma lacuna dentro do jornalismo guaxupeano. Dessa maneira, Paulina continuou à frente do Jornal durante estes 16 anos, fazendo um jornalismo não de sensacionalismo ou imediatismo, mas registrando por todo esse tempo a história da cidade como ela é e com toda a imparcialidade que um jornal deve ter.

Sempre digo que o Jornal da Região foi um presente que ganhei, uma vez que ele nasceu no dia do meu aniversário, no entanto, ele me propiciou muitas alegrias, mas também muitos dissabores e lágrimas. Isso porque exercer a profissão de jornalista em uma cidade como Guaxupé, de pessoas que nem sempre apreciam verdades e estão mais preocupadas com os interesses próprios, custa muito caro!

Mas, quem dirige um jornal não pode ter sangue de barata, nem ser alheio e ignorante em tudo; não deve jamais ser arrogante (um dos pecados capitais da profissão) e nem julgar ser o dono da verdade; não achar que sabe tudo e nem julgar que o jornalismo está começando naquele momento, com ele; não se deixar enganar pelas aparências, guardar um sadio ceticismo e não pensar que por escrever em jornal tem o direito de jamais ser julgado. Não deve ser leviano; deve ser criativo, mas nunca mentiroso, ter certa audácia e sempre estar bem informado.

Dessa forma, as qualidades que a sociedade também espera de um jornalista são as mesmas que se procuram em qualquer profissional que exerça a sua profissão com dignidade. E quem atribui dignidade à sua profissão é o próprio jornalista, no seu exercício correto, não se subordinando a procedimentos cuja coerência e cuja moral possam emanar de terceiros. Aí se trata de uma situação semelhante à do soldado, que cumpre ordens, mas que pode e deve se recusar a cumprir uma ordem se ela for contrária à natureza das coisas e à lei maior do país.

Basicamente se supõe que o jornal deve publicar o que interessa à comunidade que ela serve, ou à região que atinge, pois outra coisa não é um jornal senão a forma passageira de registro dos fatos, acompanhados esses registros de orientações gerais que sirvam ao público e que, portanto, têm de obedecer ao bom senso. Assim, a gente tenta fazer o melhor para a comunidade.

Por Paulina Zampar