Guaxupé, sexta-feira, 19 de agosto de 2022
Cultura

Em Canta Grão, o café é companhia e lembrança de um passado que não passa

terça-feira, 21 de junho de 2022
Em Canta Grão, o café é companhia e lembrança de um passado que não passa Em cena, Mariana Magno e Laíse Diogo. Na viola, Vitor Ribeiro (Fotos: Luiz Paulo de Moraes)

A peça teatral Canto Grão estreou no Parque Mogiana. Parte do público procurou os artistas para dizer que se recordaram da infância, da casa da avó, do hábito e do ritual de tomar café. Duas novas histórias, de pessoas inspiradas pela peça, foram passadas ao coletivo de teatro.
Neste sábado, 25, haverá mais duas apresentações na Feira Livre da Praça da Saudade, às 9h00 e 11h00. São histórias emocionantes, algumas engraçadas. Todas ao som de viola e música, incluindo Ventania, de Geraldo Vandré.
A peça foi escrita por Laíse Diogo, Mariana Magno e Tuany Mancini.  A direção é de Carol Garcia. No elenco, Laíse e Mariana, da Coletiva.Eco.
Questionada sobre uma visão feminina do café, Laíse concorda, parcialmente. “De certo modo sim. Um dos interesses da Coletiva passa pela escuta de histórias, memórias e escritos de mulheres. Isso surgiu nos projetos anteriores à peça e continuou neste, com histórias já conhecidas nossas e outras que recriamos.” 
São histórias de um Brasil com S. Um dos processos citados de colheita do café é poético, grão a grão. Diferentemente da mulher do Morro Agudo que passa café há 60 anos, outra personagem fez conquistas femininas e se orgulha de dizer que não passa mais café.
Em vez da borra do café na xícara, para análises no estilo cafeomancia, coadores usados de papel cumprem essa função. Xícaras são indicadas como presente e deixam registros depois de usadas. “Às vezes, pessoas que tomaram café em casa deixam impressões na xícara e conversam depois. São as minhas companhias.”
A direção é diferenciada. “A diretora Carolina Garcia Marques traz muito da linguagem do teatro de animação e também da composição do objeto em cena. Isso foi fundamental para o jogo das atrizes, a preparação corporal e para a própria dramaturgia,” informou Laíse. 
A peça reúne nove agentes culturais, a maioria guaxupeanos. Músico em cena: Vitor Ribeiro. Composição Cenográfica: Bezerro De Ouro. Acessórios: Loli Colpas Ecojoias. Mídias sociais: Gabriel Ricciardi e Mariane Herédia.
Canta Grão obteve recursos do Edital n. 01/2022, de acordo com a Lei n. 1919  - FMCG, Fundo Municipal de Cultura de Guaxupé.
(Sílvio Reis)

 

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