Guaxupé, sexta-feira, 19 de agosto de 2022
Cultura

Em Guaxupé, Bezerro de Ouro registra causos, músicas e memórias da roça em xilos

terça-feira, 7 de junho de 2022
Em Guaxupé, Bezerro de Ouro registra causos, músicas e memórias da roça em xilos Bezerro de Ouro com materiais de trabalho (Foto: Divulgação)

Gustavo Resende Dias, o Bezerro de Ouro, é um multiartista visual: pintor, ilustrador, escultor, serigrafista, tatuador e xilógrafo.
Seis xilogravuras figurativas do artista serão expostas na Estação Cultural (antiga Casa da Cultura), de 9 a 12 de junho, das 18h00 às 22h00. Faz parte da programação do Guaxupé Café Festival 2022.
A exposição Estórias em Xilo tem seis peças de 60 cm x 40 cm cada. “As estórias que inspiram a exposição são causos, músicas, lembranças e memórias minhas e de pessoas do meu convívio, que têm suas trajetórias, de algum modo, relacionadas com o café, com a roça, com a vinda para a cidade”, revela o artista.
Gustavo cresceu ouvindo causos de familiares que moravam na área rural de Guaxupé, onde é predominante a cultura do café. Mesmo depois que muitos deles vieram morar na cidade, essas histórias continuaram a ser contadas e motivaram o artista a recriar ilustrações, novas cenas e outras estórias.
Ao realizar o projeto Estórias em Xilo, ele concluiu que a avó, tias e mãe são verdadeiras contadoras de histórias. “Outra memória marcante são as modas de viola que meu pai sempre escuta e declama. O que tem naquelas letras são imagens muito fortes. Tudo isso se tornou matéria para essa sequência de xilos”, acrescenta.
Quando idealizou a proposta da exposição, ele pediu para a atriz Laíse Diogo, também artistas das palavras, uma escrita poética para o material de divulgação de Estórias em Xilo e para as legendas das seis obras. É a observação de outra pessoa sobre o conjunto da obra. “É a união do que eu faço e do que ela observa.”
 
A origem do Bezerro
“A minha vó me chamava carinhosamente de ´Bezerro de Ouro`, no sentido de que eu seria valioso pra ela. Mais tarde vim conhecer a história bíblica desse símbolo. É aí o pulo! Uma ironia: o fato de que, para alguém, algo pudesse ser adorado e, para outra pessoa, não haver nenhum sentimento. Talvez seja por esse caminho que trilho na minha arte, no meu autodidatismo, de que nada é fixo.”
Estórias em Xilo obteve recursos do Edital n. 01/2022, de acordo com a Lei n. 1919 - FMCG, Fundo Municipal de cultura de Guaxupé. (Silvio Reis)

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