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Secretário recomenda prefeitos de Minas a não realizar eventos no Carnaval

sexta-feira, 26 de novembro de 2021
Secretário recomenda prefeitos de Minas a não realizar eventos no Carnaval O secretário Fábio Baccheretti afirma que prefeituras devem estar preparadas para as aglomerações (Foto: Cristiano Machado/ Imprensa MG/ Divulgação)

De acordo com o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, a orientação é que os municípios se preparem para as manifestações espontâneas

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) deve aconselhar as 853 cidades do Estado a não realizarem festas de Carnaval em 2022. A informação foi repassada pelo secretário Fábio Baccheretti. Segundo ele, o governo estadual não irá incentivar a realização de grandes eventos públicos, como desfiles de escolas de samba e blocos de rua, mas vai orientar os gestores municipais a se prepararem para as manifestações espontâneas.
Por conta do crescimento acelerado de casos de Covid em diversos países da Europa, há uma indefinição das prefeituras mineiras sobre a realização ou não de eventos públicos durante o feriado de 1º de março de 2022. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) já se manifestou pela suspensão do Carnaval no Brasil. Nesta terça-feira, 23, o governador Romeu Zema afirmou que as prefeituras 
não devem ficar omissas em relação às manifestações espontâneas que devem acontecer durante o feriado de Carnaval
Embora acredite ser importante não haver incentivo para grandes eventos durante o Carnaval, o secretário defende que os municípios se preparem para as aglomerações que inevitavelmente devem ocorrer, já que grande parte da população está vacinada e se sentindo mais segura.
“Os grandes já estão acontecendo, como os jogos de futebol com 60 mil pessoas. Por isso, não dá para achar que não vão acontecer as festas de Carnaval. Entre nós, gestores de órgãos públicos, não adianta falar que não vamos participar de nada. Cada município não deve fomentar o Carnaval, mas tem que dar as diretrizes para aquelas manifestações que espontaneamente vão acontecer. Organizar para que as festas que vão acontecer de forma espontânea tenham menor risco possível”, explicou Baccheretti.
O secretário explica que a realidade epidemiológica atual dos países europeus preocupa, mas os riscos de o mesmo se repetir no Brasil são menores. Baccheretti acredita que, em fevereiro de 2022, 90% da população em Minas já vai estar completamente imunizada e boa parte dos mineiros vai ter recebido a dose de reforço. Neste momento, 74% da população com mais de 12 anos em Minas está completamente imunizada.
“Ainda vejo um risco pequeno sobre o Carnaval. Existe um medo sobre o que está acontecendo na Europa, mas é preciso entender que a realidade de lá é diferente da nossa. Eles estão em um momento de outono e inverno e a cobertura vacinal do Leste Europeu é baixíssima. A nossa expectativa é de alcançar 90% da população e contar com a dose de reforço, que não é tão comum na Europa”, argumenta o secretário, deixando claro que, ainda assim, é importante ter cautela.
Justamente por imaginar que a taxa de imunização estará alta em fevereiro, Baccheretti acredita que a exigência de cartão de vacina durante o Carnaval deixará de ter grande relevância nos eventos. “Se tiver 90% da população adulta completamente imunizada, a exigência da vacina não vai ter tanto efeito. O que vai fazer a diferença é a organização local do Carnaval, o que é difícil ser uma coisa nova. Mas nossa equipe está vendo se haverá uma recomendação especial para o Carnaval, assim como a Secretaria (de Estado) de Cultura e Turismo”.
Por enquanto, as prefeituras podem se guiar pelas recomendações do Minas Consciente para realização de grandes eventos – onde não há especificação sobre ocorrência em locais públicos. Segundo o secretário, o protocolo é atualizado regularmente, conforme a realidade epidemiológica do momento. Atualmente, o programa recomenda realização de eventos com exigência de comprovante de vacinação, teste negativo ou prova de que a pessoa se curou da Covid recentemente.
Baccheretti contou ainda que está mais preocupado é com o efeito das viagens e festas de fim de ano no Natal e no Réveillon do que com o Carnaval. “Em dezembro, ainda não teremos alcançado a meta da imunização e muita gente ainda não vai ter recebido a dose de reforço. Em fevereiro, o cenário da vacinação será muito melhor”. (O Tempo)

 

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