Guaxupé, quarta-feira, 22 de setembro de 2021
Agropecuária

Confirmando as previsões, geada volta a atingir área de produção de café no Sul de Minas

sexta-feira, 30 de julho de 2021
Confirmando as previsões, geada volta a atingir área de produção de café no Sul de Minas Geada no cafezal (Foto: Divulgação)

Conforme indicavam as previsões, a intensa massa de ar frio avançou sobre todo o Centro-Sul do Brasil e provocou declínio expressivo nas temperaturas e geadas em várias áreas de produção agrícola.
Para o café, as primeiras informações indicam que a geada não foi generalizada como a registrada no dia 20 de julho, mas dessa vez chegou em lavouras que antes não tinham sido afetadas. De acordo com Fernando Barbosa, produtor em São Pedro da União, a passagem do frio aumenta ainda mais a preocupação com a safra do ano que vem. "Muita preocupação, se atingiu minhas lavouras, que são altas, o percentual dessa geada pode ser maior que a outra", comenta. 
Recebendo as primeiras informações, o professor José Donizeti Alves destaca que é preciso esperar o decorrer do dia para entender a real extensão e o impacto do frio, mas destaca que a preocupação é também com as lavouras que já tinham sido atingidas anteriormente. A orientação para o produtor é manter a calma, principalmente porque é preciso aguardar pelas chuvas de setembro para saber como a planta vai responder ao frio. 
Mais uma vez o frio chegou até o Cerrado Mineiro, assim como no sul de Minas Gerais. O maior município produtor de café arábica do país, Patrocínio, já estava em estado de calamidade pública pós-geada do dia 20 e novos relatos de geada começam a chegar. 
Segundo informações coletadas nas estações meteorológicas da Cooxupé, as temperaturas mínimas não ultrapassam os 8,4ºC nesta madrugada.
  • Em Guaxupé, a mínima chegou a -1.3ºC;
  • Caconde registrou -0.4ºC;
  • Cabo Verde registrou 1ºCV;
  • São José do Rio Pardo teve mínima de 1.4ºC;
  • Alfenas registrou -3.2ºC.
"A gente não pode esquecer que essa lavoura já estava sofrendo com o frio. Claro que neste momento há muita especulação no mercado, mas o estrago está feito. Primeiro pela seca e agora com o inverno severo", comenta o analista de mercado, Eduardo Carvalhaes. (Com Notícias Agrícolas)

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